boas vindas....

Bem vindos ao novo espaço que vai falar um pouco sobre história, política, geografia, ciência, poesia , filmes e artes.........biografia de grandes escritores, cientistas, cineastas, pintores, pensadores e pessoas que de alguma forma influenciaram o mundo .......





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domingo, 29 de abril de 2012

Jean-Luc Godard




Jean-Luc Godard (Paris, 3 de Dezembro de 1930) é um cineasta franco-suíço reconhecido por um cinema vanguardista e polêmico, que tomou como temas e assumiu como forma, de maneira ágil, original e quase sempre provocadora, os dilemas e perplexidades do século XX. Além disso, é também um dos principais nomes da "Nouvelle Vague". Godard foi um militante anarquista de centrismo.

Godard passou a infância e juventude na Suíça e depois estudou etnologia na Sorbonne. A partir de 1952 colaborou na revista Cahiers du Cinéma e, depois de vários curta-metragens, fez em 1959 seu primeiro filme longo, À bout de souffle (Acossado), em que adotou inovações narrativas e filmou com a câmera na mão, rompendo uma regra até então inviolável. Esse filme foi um dos primeiros da Nouvelle Vague, movimento que se propunha renovar a cinematografia francesa e revalorizava a direção, reabilitando o filme dito de autor.

Os filmes seguintes confirmaram Godard como um dos mais inventivos diretores da Nouvelle Vague: Vivre sa vie (1962; Viver a vida), Bande à part (1964), Alphaville (1965), Pierrot le fou (1965; O demônio das 11 horas), Deux ou trois choses que je sais d'elle (1966; Duas ou três coisas que eu sei dela), La Chinoise (1967; A chinesa) e Week-end (1968; Week-end à francesa). O cinema de Godard nessa fase caracteriza-se pela mobilidade da câmera, pelos demorados planos-seqüências, pela montagem descontínua, pela improvisação e pela tentativa de carregar cada imagem com valores e informações contraditórios.

Após o movimento estudantil de maio de 1968, Godard criou o grupo de cinema Dziga Vertov — assim chamado em homenagem a um cineasta russo de vanguarda — e voltou-se para o cinema político. Pravda (1969) trata da invasão soviética da Tchecoslováquia; Le vent d'Est (1969; Vento do Oriente), com roteiro do líder estudantil Daniel Cohn-Bendit, desmistifica o western e Jusqu'à la victoire (1970; Até a vitória) enfatiza a guerrilha palestina. Mais uma vez, Godard procurou inovar a estética cinematográfica com Passion (1982), reflexão sobre a pintura. Os filmes seguintes, como Prénom: Carmen (1983) e Je vous salue Marie (1984), provocaram polêmica e o último deles, irreverente em relação aos valores cristãos, esteve proibido no Brasil e em outros países.


segunda-feira, 23 de abril de 2012

Philip Glass




Uma das músicas mais fantásticas e de maior sensibilidade que eu tive o prazer de conhecer e escutar.....reverencio, recomendo e me deslumbro com a obra desse cara....Um gênio da música mundial....incrível.....realmente emocionante........sente-se na alma.....invade o cérebro.........

Philip Glass



Philip Glass (Baltimore, 31 de janeiro de 1937) é um compositor americano e está entre os compositores mais influentes do final do século XX. Sua música é normalmente chamada de minimalista, embora ele não aprecie esta expressão.

É um compositor muito prolífico tendo produzido inúmeros trabalhos entre óperas, sinfonias, concertos, trilhas sonoras para filmes e outros trabalhos em colaboração com outros músicos. Tem dois filhos e atualmente possui residência no estado de Nova Iorque nos Estados Unidos e na província da Nova Escócia no Canadá. É defensor da causa tibetiana.


Entre as óperas produzidas por Glass podemos citar Satyagraha (1980) baseada na vida de Mahatma Gandhi que inclui diversos mantras. Compôs também a ópera Itaipu (1989) referindo-se a usina de mesmo nome que possui texto em guarani. Também é dele Days and Nights in Rocinha (1997) que foi escrita após uma visita de Glass a favela da Rocinha antes do Carnaval.

Glass compôs trilhas sonoras para diversos filmes, começando por Koyaanisqatsi (1982), dirigido por Godfrey Reggio que está entre as trilhas sonoras mais influentes. Podemos citar também como trabalhos na área de trilha sonora para filmes Mishima (1985), Kundun (1997) sobre o Dalai Lama, a trilha sonora dos demais documentários da trilogia Qatsi em Powaqqatsi (1988) e Naqoyqatsi (2002), além de O Show de Truman: O Show da Vida (1998) que usou partes das trilhas de Mishima e Powaqqatsi e As Horas (2002) o qual recebeu uma indicação para o Óscar. Recentemente produziu a trilha para os filmes O Ilusionista (2006) e Notas Sobre um Escândalo (2006), este último lhe rendendo uma indicação ao Óscar de melhor trilha sonora.

Além de trabalhos sinfônicos, Glass também possui fortes ligações com rock e música eletrônica, sendo que o artista de música eletrônica Aphex Twin já colaborou com Glass. Vários outros artistas foram influenciados por sua obra como Mike Oldfield, John Williams e bandas como a Tangerine Dream. Brian Eno inclusive confirma a influência que teve de Glass.

Possui um estúdio freqüentado por artistas famosos como David Bowie, Lou Reed e Björk, chamado Looking Glass.

Entre as influências que recebeu de outros artistas, podemos citar Ravi Shankar que mudou sua percepção da música indiana. O encontro deles ocorreu durante as filmagens de Chappacqua (1966), onde Glass escreveu juntamente com Shankar a trilha sonora para este filme. Em 1990 voltariam a trabalhar juntos em Passages.

No Brasil

Compôs a trilha sonora do filme Nosso Lar, que estreou no dia 3 de setembro de 2010.




domingo, 22 de abril de 2012

Poemas



No meio de tudo

Eu fico vazio

Me sinto coberto

Mas sinto frio


Correndo 

Andando

para que tanto?


Perdi os 

Meus versos

Me sinto

Vadio


No tempo

Distante

Silêncio

constante


Quem será

Que me 

Viu?










Robert Browning




Robert Browning (Camberwell, Surrey, Inglaterra; 7 de maio de 1812 - 12 de dezembro de 1889) foi um poeta e dramaturgo inglês. Foi casado com a poeta Elizabeth Barrett, autora dos famosos Sonnets from the Portuguese. Também foi publicado um livro com as cartas trocadas entre os dois.

Disse Browning:" A vida tem uma significação e o meu dia a dia é procura-la".

Obra completa

Pauline: A Fragment of a Confessión (1833)
Paracelsus (poema) (1835)
Strafford (teatro) (1837)-
Sordello (1840)
Bells and Pomegranates No. I: Pippa Passes (teatro) (1841)
Bells and Pomegranates No. II: King Victor and King Charles (teatro) (1842)
Bells and Pomegranates No. III: Dramatic Lyrics (1842)
"Porphyria's Lover"
"Soliloquy of the Spanish Cloister"
"My Last Duchess"
Bells and Pomegranates No. IV: The Return of the Druses (teatro) (1843)
Bells and Pomegranates No. V: A Blot in the 'Scutcheon (teatro) (1843)
Bells and Pomegranates No. VI: Colombe's Birthday (teatro) (1844)
Bells and Pomegranates No. VII: Dramatic Romances and Lyrics (1845)
"How They Brought the Good News from Ghent to Aix"
"The Bishop Orders His Tomb at Saint Praxed's Church"
Bells and Pomegranates No. VIII: Luri e A Soul's Tragedy (teatro) (1846)
The Pied Piper of Hamelin (1849)
Christmas-Eve and Easter-Day (1850)
Men and Women (colectânea de poesia) (1855)
"A Toccata of Galuppi's"
"Childe Roland to the Dark Tower Came"
"Fra Lippo Lippi"
"Andrea Del Sarto (poema)"
"A Grammarian's Funeral"
"An Epistle Containing the Strange Medical Experience of Karshish, the Arab Physician"
Dramatis Personae (1864)
"Caliban upon Setebos"
"Rabbi Ben Ezra"
The Ring and the Book (1868-1869])
Balaustion's Adventure (1871)
Prince Hohenstiel-Schwangau, Saviour of Society (1871)
Fifine at the Fair (1872)
Red Cotton Night-Cap Country, ou, Turf and Towers (1873)
Aristophanes' Apology (1875)
The Inn Album (1875)
Pachiarotto, And How He Worked in Distemper (1876)
The Agamemnon of Aeschylus (1877)
La Saisiaz e The Two Poets of Croisic (1878)
Dramatic Idyls (1879)
Dramatic Idyls: Second Series (1880)
Jocoseria (1883)
Ferishtah's Fancies (1884)
Parleyings with Certain People of Importance In Their Day (1887)
Asolando: Facts and Fancies (1889)


Virginia Woolf




Estreou na literatura em 1915 com um romance (The Voyage Out) e posteriormente teria realizado uma série de obras notáveis, as quais lhe valeriam o título de "a Proust inglesa". Faleceu em 1941, tendo cometido suicídio.

Virginia Woolf era filha do editor Leslie Stephen, o qual deu-lhe uma educação esmerada, de forma que a jovem teria frequentado desde cedo o mundo literário.

Em 1912, casou-se com Leonard Woolf, com quem funda, em 1917, a Hogarth Press, editora que revelou escritores como Katherine Mansfield e T.S. Eliot. Virginia Woolf apresentava crises depressivas. Em 1941, deixou um bilhete para seu marido, Leonard Woolf, e para a irmã, Vanessa. Neste bilhete, ela se despede das pessoas que mais amara na vida, e comete suicídio.

Virginia Woolf foi integrante do grupo de Bloomsbury, círculo de intelectuais que, após a Primeira Guerra Mundial, se posicionaria contra as tradições literárias, políticas e sociais da Era Vitoriana. Deste grupo participaram, dentre outros, os escritores Roger Fry e Duncan Grant; os historiadores e economistas Lytton Strachey e John Maynard Keynes; e os críticos Clive Bell e Desmond McCarthy.

A obra de Virginia é classificada como modernista. O fluxo de consciência foi uma de suas marcas mais conhecidas e da qual é considerada uma das criadoras.

Suas reflexões sobre a arte literária - da liberdade de criação ao prazer da leitura - baseadas em obras-primas de Conrad, Defoe, Dostoievski, Jane Austen, Joyce, Montaigne, Tolstoi, Tchekov, Sterne, entre outros clássicos, foram reunidos em dois volumes publicados pela Hogarth Press em 1925 e 1932 sob o título de The Common Reader - O Leitor Comum, homenagem explícita da autora àquele que, livre de qualquer tipo de obrigação, lê para seu próprio desfrute pessoal. Uma seleta destes ensaios, reveladores da busca de Virginia Woolf por uma estética não só do texto mas de sua percepção, foi reunida em língua portuguesa em 2007 pela Graphia Editorial, com tradução de Luciana Viegas.

Obra

Sua primeira obra foi A viagem, publicada em 1915.

O romance Mrs. Dalloway ficou conhecido pelo filme As Horas, baseado na obra homônima de Michael Cunningham, filme no qual Virginia foi interpretada por Nicole Kidman, premiada com um Oscar por seu retrato da escritora britânica. As Horas conta várias histórias, mescla a vida da própria autora numa personagem e coloca algumas particularidades de Mrs. Dalloway numa dessas histórias. Em Mrs. Dalloway, Virginia descreve um único dia da personagem, quando ela prepara uma festa.

Sua obra mais conhecida é Orlando, publicada em 1928. É uma fantasia histórica sobre a era elisabetana.

Após terminar As Ondas, uma de suas obras mais importantes, Virginia Woolf estava exausta. Ela seguiu então para a sua casa de campo levando o livro das cartas entre os poetas Elizabeth Barrett e Robert Browning. Na leitura, percebeu a presença permanente de um cachorro, Flush; resolve então, por diversão, escrever a visão desse cachorro do mundo à sua volta. Essa obra foi muito elogiada por fazer um relato minucioso sobre a época dos poetas. Ironicamente foi a obra que mais deu retorno financeiro à escritora e a mais traduzida em outros idiomas.

A sua última obra foi Entre os atos, publicada em 1941, posterior à sua morte.

Suicídio

No dia 28 de Março de 1941, após ter um colapso nervoso Virginia suicidou-se. Ela vestiu um casaco, encheu seus bolsos com pedras e entrou no Rio Ouse, afogando-se. Seu corpo só foi encontrado no dia 18 de abril.

Em seu último bilhete para o marido, Leonardo Woolf, Virginia escreveu:

Querido,
Tenho certeza de estar ficando louca novamente. Sinto que não conseguiremos passar por novos tempos difíceis. E não quero revivê-los. Começo a escutar vozes e não consigo me concentrar. Portanto, estou fazendo o que me parece ser o melhor a se fazer. Você me deu muitas possibilidades de ser feliz. Você esteve presente como nenhum outro. Não creio que duas pessoas possam ser felizes convivendo com esta doença terrível. Não posso mais lutar. Sei que estarei tirando um peso de suas costas, pois, sem mim, você poderá trabalhar. E você vai, eu sei. Você vê, não consigo sequer escrever. Nem ler. Enfim, o que quero dizer é que é a você que eu devo toda minha felicidade. Você foi bom para mim, como ninguém poderia ter sido. Eu queria dizer isto - todos sabem. Se alguém pudesse me salvar, este alguém seria você. Tudo se foi para mim mas o que ficará é a certeza da sua bondade, sem igual. Não posso atrapalhar sua vida. Não mais. Não acredito que duas pessoas poderiam ter sido tão felizes quanto nós fomos.V.


Encontra-se sepultada em Non-Cemetery, Sussex na Inglaterra.

Livros

A viagem (The Voyage Out) (1915)
Noite e dia (Night and Day) (1919)
O quarto de Jacó (Jacob's Room) (1922)
Mrs. Dalloway (1925)
O Leitor Comum (The Common Reader) (1925 - Primeiro volume)
Rumo ao farol (To the Lighthouse) (1927)
Orlando - Uma biografia (Orlando: A Biography) (1928)
Um Teto Todo Seu (A Room of One's Own) (1929)
As ondas (The Waves) (1931)
O Leitor Comum (The Common Reader) (1932 - Segundo volume)
Flush (Flush: A Biography) (1933)
Os anos (The Years) (1937)
Roger Fry (1940)
Entre os atos (Between the Acts) (1941)
Contos Completos (1917-1941)





sexta-feira, 20 de abril de 2012

Maiakóvski - poemas




A ESPERANÇA

Vladimir Maiakovski


Injeta sangue no meu coração, enche-me até o bordo das veias!
Mete-me no crânio pensamentos!
Não vivi até o fim o meu bocado terrestre ,
sobre a terra
não vivi o meu bocado de amor. Eu era gigante de porte, mas para que este tamanho?
Para tal trabalho basta uma polegada.
Com um toco de pena, eu rabiscava papel,
num canto do quarto, encolhido,
como um par de óculos dobrado dentro do estojo.
Mas tudo que quiserdes eu farei de graça:
esfregar,
lavar,
escovar,
flanar,
montar guarda.
Posso, se vos agradar, servir-vos de porteiro.
Há, entre vós, bastante porteiros?
Eu era um tipo alegre,
mas que fazer da alegria,
quando a dor é um rio sem vau?
Em nossos dias,
se os dentes vos mostrarem não é senão para vos morder ou dilacerar. O que quer que aconteça,
nas aflições,
pesar...
Chamai-me! Um sujeito engraçado pode ser útil. Eu vos proporei charadas, hipérboles e alegorias, malabares dar-vos-ei em versos. Eu amei... mas é melhor não mexer nisso. Te sentes mal?

Tanto pior...
Gosta-se, afinal, da própria dor.
Vejamos...Amo também os bichos -
vós os criais,
em vossos parques?
Pois, tomai-me para guarda dos bichos.
Gosto deles.
Basta-me ver um desses cães vadios,
como aquele de junto à padaria,
um verdadeiro vira-lata!
e no entanto,
por ele,
arrancaria meu próprio fígado: Toma, querido, sem cerimónia, come........




ADOLESCENTE

Vladimir Maiakovski

A juventude de mil ocupações.
Estudamos gramática até ficar zonzos.
A mim me expulsaram do quinto ano
e fui entupir os cárceres de Moscou.
Em nosso pequeno mundo caseiro
brotam pelos divãs
poetas de melenas fartas.
Que esperar desses líricos bichanos?
Eu, no entanto,
aprendi a amar no cárcere.
Que vale comparado com isto
a tristeza dos bosques de Boulogne?
Que valem comparados com isto
suspirosante a paisagem do mar?
Eu, pois,
me enamorei da janelinha da cela 103
da "oficina de pompas fúnebres".
Há gente que vê o sol todos os dias
e se enche de presunção.
"Não valem muito esses raiozinhos"
dizem.
Eu, então,
por um raiozinho de sol amarelo
dançando em minha parede
teria dado todo um mundo.


ADULTOS

Vladimir Maiakovski


Os adultos fazem negócios.
Têm rublos nos bolsos.
Quer amor? Pois não!
Ei-lo por cem rublos!
E eu, sem casa e sem tecto,
com as mãos metidas nos bolsos rasgados,
vagava assombrado.
À noite
vestis os melhores trajes
e ides descansar sobre viúvas ou casadas.
A mim Moscou me sufocava de abraços
com seus infinitos anéis de praças.
Nos corações, nos relógios
bate o pêndulo dos amantes.
Como se exaltam as duplas no leito do amor!
Eu, que sou a Praça da Paixão, (1 )
surpreendo o pulsar selvagem
do coração das capitais.
Desabotoado, o coração quase de fora,
abria-me ao sol e aos jactos d’água.
Entrai com vossas paixões!
Galgai-me com vossos amores!
Doravante não sou mais dono de meu coração!
Nos demais - eu sei,
qualquer um o sabe -
O coração tem domicílio
no peito.
Comigo
a anatomia ficou louca.
Sou todo coração -
em todas as partes palpita.
Oh! Quantas são as primaveras
em vinte anos acesas nesta fornalha!
Uma tal carga
acumulada
torna-se simplesmente insuportável.
Insuportável
não para o verso
de veras.