boas vindas....

Bem vindos ao novo espaço que vai falar um pouco sobre história, política, geografia, ciência, poesia , filmes e artes.........biografia de grandes escritores, cientistas, cineastas, pintores, pensadores e pessoas que de alguma forma influenciaram o mundo .......





Translate

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Poemas


Tenho amigos santos e loucos
Prostitutas e poetas
Bêbados e drogados aos montes.

Tenho amigos que
não sei que são meus amigos.

Tenho amigos que mentem.
E eu acredito que eles precisem
que eu acredite.
E por que não acreditar?

Tenho amigos que não perdôo os
defeitos que são mais meus do que deles.

Tenho amigos que não
são meus amigos.

Tenho amigos que
deveriam ser amores, e são.

Tenho amigos
que são borboletas.
Suas cores me pintam.

Tenho amigos que não entendo
nada do que eles falam, e
sinto tudo o que eles sentem.

Tenho amigos que brigo.
Por não saber dizer que os amo.

Tenho amigos que são amigos.
Mas não são meus.

Tenho amigos que
são variações da minha
própria existência.

Tenho amigos que são tudo
o que o mundo precisa para
sobreviver.

E ...

Tenho amigos que são
o melhor que há em mim.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Albert Camus





Albert Camus (AFI: [albɛʁ kamy]. Mondovi, 7 de novembro de 1913 — Villeblevin, 4 de janeiro de 1960) foi um escritor, romancista, ensaísta, dramaturgo e filósofo francês nascido na Argélia. Foi também jornalista militante engajado na Resistência Francesa e nas discussões morais do pós-guerra. Na sua terra natal viveu sob o signo da guerra, fome e miséria, elementos que, aliados ao sol, formam alguns dos pilares que orientaram o desenvolvimento do pensamento do escritor.
De pai francês e mãe de origem espanhola, cedo Camus conhece o gosto amargo da morte. Seu pai morreu em 1914, na batalha do Marne durante Primeira Guerra Mundial. Sua mãe então foi obrigada a mudar-se para Argel, para a casa de sua avó materna, no famoso bairro operário de Belcourt onde, anos mais tarde, durante a guerra de descolonização da Argélia houve um massacre de árabes.
O período de sua infância, apesar de extremamente pobre é marcada por uma felicidade ligada à natureza, que ele volta a narrar em O Avesso e o Direito, mas também em toda a sua obra. Na casa, moravam além do próprio Camus, seu irmão que era um pouco mais velho, sua mãe, sua avó e um tio um pouco surdo, que era tanoeiro, profissão que Camus teria seguido se não fosse pelo apoio de um professor da escola primária Louis Germain[1], que viu naquele pequeno pied-noir um futuro promissor. A princípio, sua família não via com bons olhos o fato de Albert Camus seguir para a escola secundária, sendo pobre, e o próprio Camus diz que tomar essa decisão foi difícil para ele, pois sabia que a família precisava da renda do seu trabalho e, portanto, ele deveria ter uma profissão que logo trouxesse frutos - como a profissão do seu tio. No fundo, Camus também gostava do ambiente da oficina onde o tio trabalhava. Há um conto escrito por ele que tem como cenário a oficina, e no qual a camaradagem entre os trabalhadores é exaltada.
Sua mãe trabalhava lavando roupa para fora, a fim de ajudar no sustento da casa. Durante o segundo grau, ele quase abandonou os estudos devido aos problemas financeiros da família. Foi neste ponto que um outro professor foi fundamental para que o ganhador do prêmio Nobel de 1957 seguisse estudando e se graduasse em filosofia: Jean Grenier. Tanto Grenier quanto o velho mestre Guerin serão lembrados, posteriormente, pelo escritor. O Homem Revoltado (1951) é dedicado a Grenier, e Discursos da Suécia (que inclui o discurso pronunciado por Camus, ao receber o Nobel),[2] a Germain.[3][4]
Sua dissertação de mestrado foi sobre neoplatonismo e sua tese de doutoramento, assim como a de Hannah Arendt, foi sobre Santo Agostinho.
Mas, neste momento, o absurdo da existência se manifestou mais uma vez na vida de Camus. Após completar o doutoramento e estar apto a lecionar, sua saúde lhe impediu de se tornar um professor. Uma forte crise de tuberculose se abateu sobre ele nesta época. Ele era tuberculoso havia já algum tempo. Esta doença lhe deu a real dimensão da possibilidade cotidiana de morrer, o que é fundamental no desenvolvimento de sua obra filosófica /literária. A tuberculose também o impediu de continuar a praticar um esporte que tanto amava e lhe ensinou tanto: Camus era o goleiro da seleção universitária. Conta-se que um bom goleiro. E seu amor para com o futebol seguiu-o durante toda a vida. E uma das coisas que mais o impressionou quando da sua visita ao Brasil em 1949 foi o amor do brasileiro pelo futebol. Conta-se que uma das primeiras coisas que Albert Camus fez ao pisar no Brasil foi pedir para que o levassem para assistir a uma partida de futebol. Um pedido bastante incomum para um palestrante.

Mudou-se para a França em 1939, pouco antes da invasão alemã. Mudou-se principalmente devido à polêmicas com as autoridades francesas na Argélia. Ele havia publicado uma série de ensaios sobre o tratamento que os árabes recebiam por parte dos franceses na Argélia, pois os árabes não eram considerados cidadãos franceses e portanto eram subjugados a um governo no qual nem ao menos podiam votar. Crianças árabes morriam de fome, não tinham atendimento médico. Camus nessa época também fazia parte do Partido Comunista, do qual se desvinculou pouco tempo depois. Sua esposa e filhos permaneceram na Argélia e devido à guerra nem Camus pôde voltar à Argélia, nem sua esposa e filhos puderam vir para a França. Ele ficou em Paris durante o começo da ocupação nazista, trabalhando em um jornal. Devido a censura e a vigilância costante dos nazistas a maior parte dos jornalistas franceses muda-se para a região da França de Vichy. Começa a participar do Núcleo de Resistência à ocupação chamada Combat, tornando-se um dos editores do jornal de mesmo nome.
Seu primeiro livro "O Avesso e o Direito" assim como "Bodas em Tipasa" foram publicados quando ele ainda residia na Argélia. Mas durante o tempo da ocupação além de trabalhar em jornais e editar o jornal clandestino Camus se dedicou a outra de suas paixões o Teatro. Ele já havia participado de um grupo de teatro ligado ao partido comunista quando ainda morava na argélia, e ao sair do partido comunista montado um outro grupo que apresentava peças clássicas de teatro aos trabalhadores.
Conhece Sartre em 1942 e tornam-se bons amigos no tempo de pós-guerra. Conheceram-se devido ao livro "O Estrangeiro" sobre o qual Sartre escreveu elogiosamente, dizendo que o autor seria uma pessoa que ele gostaria de conhecer. Um dia em uma festa em que os dois estavam, Camus se apresentou ao Sartre, dizendo-se o autor do livro. A amizade durou até 1952, quando a publicação de "O Homem Revoltado" provocou um desentendimento público entre Sartre e Camus.
Camus morreu em 1960 vítima de um acidente de automóvel. Em sua maleta estava contido o manuscrito de "O Primeiro Homem", um romance autobiográfico. Por uma ironia do destino, nas notas ao texto ele escreve que aquele romance deveria terminar inacabado. Ao receber a notícia da morte de sua filha Catherine Hélène Camus apenas pode dizer: "Jovem demais". Coincidentemente ele também morre no mesmo ano: 1960.
Uma curiosidade sobre o acidente de automóvel: Camus não deveria ter feito a viagem para Paris de carro junto com os Gallimard (Michel, Janine e a filha deles Anne). Ele iria fazer esta viagem com o poeta René Char, de trem. Mas, por insistência de Michel, ele resolve ir de carro com eles. Char também foi convidado, mas não quis lotar o carro, além de já haver comprado sua passagem (Camus também já tinha seu bilhete de trem comprado quando foi convencido a ir de carro). No acidente de automóvel o Facel-Véga de Michel se espatifou contra uma árvore. Apenas Camus morreu na hora. Michel morreu no hospital 5 dias depois. O relógio do painel do carro parou no instante do acidente: 13h 55min.

Poemas


Você tem fumado e bebido muito ultimamente
Os pesadelos podem ser turvos
O silêncio pode ser inquietante
É realmente difícil dissecar os fracassos

Deslumbrar-se com os sentimentos pode ser ruim
Mas não é uma fraqueza
Eu sei,

E então as curvas, e que curvas equivocadas tem o pensamento
Consentir , negar. subentender, suprimir......
Os desejos se vão e voltam no mesmo dia
No entanto, nós sabemos.....
Melhor ser odiado, a ser aplaudido de pé pelo que não se é
Relaxe.....não seja tão chato

Afinal, podemos até rir de vez quando.

Poemas


Descobri que o sarcasmo me liberta do tédio
Aprendi que o silêncio pode estourar os tímpanos
Imagino o ódio como desperdício de tempo

A angústia é prima da " felicidade" e da dúvida......
O desespero talvez esteja num sorriso irônico
A tristeza pode chegar com a ventania lá fora
Em dias nublados os sentimentos ficam claros
As certezas se desgastam como o velho chão pisado repetidas vezes
Por nossas pernas inquietas e barulhentas

Ei, por onde anda o cinismo e a coragem ?
Deve estar impregnado da poeira e das traças
Que corroem as veias dos bonecos de pelúcia
Que nos tornamos com o TEMPO!

Ei, ainda não achei meu cérebro nem meu coração.....
É que soldadinhos de chumbo, meu filho,
Não os tem.....Você não percebeu?
Eles estão sempre na mesma posição.

Poemas


Tudo bem ser escravo das desculpas
Tanto faz valorizar a mentira
Que te importa deturpar a verdade......

Mas você aí,
Olhe pra mim
Não se entregue tão fácil assim
Alguns remédios têm cura

Debaixo desse rosto
Que está exposto contra o vento
Levante as mãos e permaneça no mesmo lugar
Grite e lute pra ver se a rendição
Que parecia iminente , esta sim, fuja e
Afaste este retrogosto monótono que fica na boca
Quando as palavras se trancam
E o suspiro desce garganta abaixo
Levando consigo a acidez
Da qual tanto precisamos pra viver.

Poemas


Vamos confessar nossos pequenos crimes
E entrar madrugada adentro e
Deliberadamente usurpar da necessidade
Seus limites e constrangimentos
Vamos encarar os nossos medos
E avacalhar nossos pesadelos

Venha.......destrua essa farsa e estes prováveis segredos

Vamos desconstruir nossas virtudes
E saborear os nossos desencontros
Vamos desfocar a nossa ira
E ignorar as ilicitudes

Eu quero ela nua e crua
Eu quero meu existencialismo rude
E como diria Thoreau
" Quero todo tutano da vida"
Quero mil vezes e mais
Quero o céu e o inferno
Eu quero o antes e depois
Eu quero o ontem e o hoje
Eu quero a água e a sede, o cúmulo e a perdição

Mas, pra que a pressa?

Quero também ouvir a sua alma teus batimentos
E a tua respiração
Quero me unir a você na solidão
Quero me contorcer no seu colo
Eu quero o sim e quero o não
Quero que seja indiscreto, impuro e carnal
Mas que não seja banal
Pode até ser animal ou fruto da imaginação

Ei, eu não quero perdão

Quero que me rasgue e me queime
Quero que jogue as cinzas por onde seus pés andarão
Quero sentir a doce fúria e essa sua violência
Eu não quero abrir mão

Ah.............

Quero acordar e rir vendo você dormir
Com os olhos abertos e voar
Com os dois pés no chão.

Poemas,


Hoje resumi o meu humor
Ao silêncio e alguns dentes
Algumas palavras trocadas e
Uns três cumprimentos amarelos

Tentei deslocar o meu ócio
Ao canto contrário do goleiro
Mas as vezes as idéias batem na trave

Engolindo meu ressentimento
O café me desceu frio e amargo
Ah.......nada como essas alegrias ensaboadas
Que escorregam do nosso peito
E apressadamente os dessabores
Quando são lavados pela nossa alma
Esta que não desiste de lustrar as minhas orelhas
Sempre sujas
Se parece com meu faro, nem tão fino assim
fazendo-me sentir como todos os dias
Deixando resíduos de ignorância e insensatez
No meu travesseiro.